Sábado, 25 de Julho de 2009

COISAS QUE PASSAM PELA NOSSA CABEÇA NUMA SEXTA FRIA E CHUVOSA

 

      Mas que noitinha essa, de sexta-feira. Uma chuva chata, fraquinha, intermitente e fria, muito fria. E eu que estava contando com um inverno igual ao do ano que passou - quer dizer, um verão disfarçado de inverno. Dancei e dancei feio - chove quase todo o tempo, pra mim que detesta chuva, coisa mais chata não há. Quando largar de vez o trabalho, vou me mudar para alguma cidade do nordeste onde não chova. Me relataram que em Garanhuns, Pernambuco, chove muito pouco, além do que tem as noites frias e agradáveis. Há uns 20 anos, estive em Sobral, no Ceará. Me recordo ate hoje que durante o dia fazia um calorzinho gostoso e a noite um frio melhor ainda. Não tenho nada contra essa água que cai do céu, desde que não caia onde vivo e muito menos sobre minha cabeça. Acho que sou um brasileiro com defeito de fabricação - não gosto de futebol, detesto o calor do verão, acho praia uma chatice.

        Nesse inverno úmido de 2009, o Senado da República brinda-nos com um espetáculo de degradação e decadência, que vou te contar. O presidente do Senado, uma cadáver politico e putrefato que atende pelo nome de José Sarney, está no centro de denúncias sérias sobre desvio de verba pública, tráfico de influência e vai por aí afora. No entanto, ele resiste, não desiste, dando a entender que nem com reza brava deixará a cadeira da presidência do Senado Federal. E o pior de tudo é que o presidente da república, a pretexto de uma tal de governabilidade, sai em defesa do dito cujo. Era o que faltava, se bem que do senhor Luiz Inácio Lula da Silva não dá para esperar nada de digno, dignificante, edficante. Eles se merecem. Aliás, para um governante que declara não ser importante a formação escolar para ocupar o cargo máximo do país, que se pode esperar? O mais cômico é que ele declarou que sua genitora era analfabeta ao nascer (sic)

        Me mandaram uma email com um link que te leva para um sítio, onde clicando no local adequado você ouve as canções que faziam sucesso no ano em que você aterrissou nesse planeta. As canções vem em clipes do YouTube, infelizmente, sem muito o que elogiar no quesito qualidade. Assim, vi uns clipes com a orquestra do Perez Prado. Aliás, ele era o quê? Americano, cubano, cubano-americano? Depois vi e ouvi o Pat Boone cantando um dos seus sucessos - Bernadine, coisa de 1957-1958, mais de meio século, olha o respeito, minha gente. Fiquei fascinado com o ritimo, a coordenação dos dançarinos do Perez Prado, gostei do modelito do Pat Boone. Nesse mundo destrambelhado e confuso em que vivemos, é um alívio ver algo ordenado, compreensível, harmònico. Saindo do YouTube dei uma busca num blog de um tal de Transanonymous. Seus textos são coisas estranhas, herméticos, com rítmo e harmonia, porém, ininteligiveis, pelo menos para mim. A sensação que me deu foi de que seu autor usa as palavras para descrever o emaranhado de idéias e emoções que ve e sente dentro de si. Coisa esquisita.

        Para terminar, fiquei sabendo que num dos estados da India, eleitores fazem treinamento de Sapato ao Alvo. Inspirados no jornalista iraquiano que jogou um sapato no ex-presidente George Busch, esses eleitores treinam compenetrados e atenciosos. Treinam, atirando sapatos num boneco que representa o seu desafeto, no caso, algum político impopular. Um exemplo que deveríamos copiar. Bem, chega...fui.

sinto-me:
publicado por cacá às 03:49
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

SAINDO DE CENA

 

    Morava nos Estados Unidos,em 1981,quando ouvi falar pela primeira vez de Michael Jackson. Vira na tevê local, o filme "Ben", onde ele interpretava a canção título. Achei sua voz muito bonita e perguntei pro pessoal da casa quem era aquele cantor. Foi então que fiquei sabendo de sua existência. Em seguida, vi alguns episódios de um desenho animado sobre os Jackson Five, e algumas reprises dos shows que o grupo dera anos antes. Fiquei encantando com a figura alegre daquele menino, com o cabelo "black power",  que não sossegava um minuto em cena, parecia um serelepe. E é essa figura que conservo no coração e na memória até hoje. Esse foi e sempre será, para mim, Michael Jackson.

        Quando voltei ao Brasil, alguns meses depois ele estourava no mundo inteiro com o álbum Thriller. Curioso, vi alguns de seus video-clips. Queria saber como estava aquele menino. O que vi, não me agradou muito. Devo confessar - não sou muito chegado em rock, pop, essas músicas barulhentas. Ele estava diferente - produzido demais, berrando demais. Mais pra frente, não no álbum Thriller, me recordo de ve-lo agarrar com força sua área genital. Aquilo me deixou chocado, não combinava com o menino que vira em 1981. Entretanto, tinha-se tornado um dançarino como poucos. E assim foi ao longo do tempo - cada vez mais se distanciando daquele menino. No entanto e, graças a Deus, manteve até o final sua marca registrada - a magia de seu movimento, o feitiço de sua dança. Confesso que sua morte repentina me deixou surpreso e consternado.

        Sobre sua vida, sobre as razões e motivações para seus atos e esquisitices, isso jamais saberemos, como tampouco sabemos sobre motivos e razões para muitas de nossas condutas e comportamentos. Apesar disso, é possível afirmar que pais problemáticos, geram filhos meio destrambelhados. E, pelo que se diz  Papai Jackson, não era lá o pai que todo o filho gostaria de ter. Pintam-no como cruel e tirano. Se isso é certo, a paga veio a contento - foi deixado de lado na repartição da fortuna do filho caçula.

        De Michael Jackson muito do que se diz é fundado em boatos, muitos deles arquitetados pela sua própria assessoria para mante-lo sempre sob a luz dos holofotes. Na sociedade do espetáculo, ser visto é preciso. E a sociedade do espetáculo estipula também que o espetáculo deve continuar até depois da morte do protagonista. Esse espetáculo já começou e promete lances emociantes dora em diante - velório ou não velório, brigas pela herança deixada, mãe que não queria guarda dos filhos mudando de idéia, declarações bombásticas sobre a paternidade dos filhos, quem irá gerir os bens deixados pelo cantor, causas de sua morte. A médio prazo teremos, com muita probabilidade, livros, entrevistas, sobre o outro lado de Michael Jackson, suas esquisitices, suas manias, ou então, filmes pornòs sobre os prazeres proibidos de Michael Jackson e outros tantos filmes sobre sua vida, sua arte e seu legado ao mundo da música pop.

        No mais, rei morto, rei posto - assim diz a cartilha da sociedade do espetáculo. Logo, logo teremos um outro ídolo substituindo aquele que se foi, para delírio e deleite do público, da audiência. O show deve continuar.

   

sinto-me:
publicado por cacá às 03:26
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