Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

AGORA É MODA

 

       De repente, virou moda - o casal discute, briga, se separa e quem paga o pato são os filhos. No ano passado, pai e madrasta, o nefasto casal Nardoni, se juntaram para dar cabo da vida da filha/enteada, uma garotinha de apenas 6 anos.Hoje, na zona leste, a mãe esqueceu o filho dentro do carro, estacionado próximo à empresa onde ela trabalha. Com esse calor, a criança, um bebê de alguns meses não resistiu. Enquanto isso, na zona sul da cidade, um jovem de 30 e poucos anos, classe média alta, invade o apartamento da ex-esposa., pega o filho, sobe com ele para o teto do prédio. De lá, atira a criança ao solo e em seguida se mata. A razão para essa hediondez - não estava conformado com a separação.

        Tudo bem, a alma humana tem coisas do arco-da-velha, do humano tudo  se espera. Contudo, há coisas que me deixam perplexo, sem saber o que dizer. Quando penso que atingimos o limite um fato qualquer surge para mostrar que o limite é elástico, parece inatingível. Com toda sinceridade - dá para acreditar que essa mãe esqueceu mesmo o filho no carro? Afinal, um filho é um filho, não é um celular, um lap-top, um baton. Falando nisso - e se fosse um celular ou baton, ela teria esquecido também? E que dizer de um homem, que inconformado com o fim do casamento, mata o fruto dessa relação? Dá impressão de que ele ficou com raiva do filho, a ponto de matá-lo para que esse não ficasse ao lado da mãe. Uma espécie de complexo de Édipo ao avesso, onde o pai mata o filho, por ciúme da mãe. Herodes seria considerado um santo se vivesse em nossos dias.

        Do jeito que a coisa vai, penso que aos casais - homem-mulher, homem-homem, mulher-mulher, somente seria permitido ter o primeiro após 10 anos de comprovada e contínua relação com o mesmo cônjuge. A interrupção, fosse qual fosse a razão, interromperia a contagem, fazendo que a nova iniciasse da estaca zero. Aos infratores seriam impostas as seguintes penas: a) na primeira incidência - perda do pátrio poder, pagamento de uma multa de alguns milhões de reais; b) na reincidência - perda do pátrio poder, multa dobrada e castração compulsória dos membros do casal. ...E ainda dizem que família brasileira, aquela composta pelo casal homem-mulher, vai bem. Eu, hein Rosa... a propósito - que denominativo se dá a quem mata o próprio filho/filha? Filicida? Prolicida?

       

       

sinto-me:
publicado por cacá às 23:39
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